quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PREPARAÇÃO PARA OBREIROS

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.”

1 Tm 3.1
Objetivos

Este curso tem por objetivo:

preparar obreiros para o serviço do Senhor em nossas congregações;
dar o crescimento em qualidade ao Ministério das nossas igrejas;
evitar os escândalos no Corpo de Cristo; e
orientar a vida ministerial dos amados irmãos.
Introdução
Sempre foi necessário ao ministério das igrejas evangélicas um curso preparatório para os obreiros, tudo em virtude do crescimento ministerial que tem ocorrido nas igrejas e da crescente onda de mundanismo que tenta invadir as congregações em nosso país e ao redor do mundo. Como se vê, este trabalho não está voltado ao simples conhecimento teológico acerca das doutrinas cristãs, mas o objetivo central é preparar o obreiro no exercício das funções ministeriais. Haja vista que a estrutura social da Igreja tem tomado muito mais forma do que a espiritual. Aqueles que tem aceitado a Cristo hoje, já não se parecem nada com o cidadão que o aceitava há vinte anos atrás, geralmente ele conhece as leis civis, os códigos de conduta sociais e às vezes alguns aspectos da fé. É comum atualmente ouvirmos termos como: ética, respeito, educação, postura, etc, sendo exigido de nossos obreiros, por parte dos membros da igreja. Essa é uma característica do tempo presente, o lado social vai crescendo enquanto o espiritual vai ficando para o segundo plano, isso deve ser combatido, e só com obreiros preparados isso será possível.

É fácil observar pessoas tristes e frustradas por não receberem uma oportunidade ou não serem convidadas para esse ou aquele evento na igreja. A idéia com esse estudo, é mostrar o que a Bíblia nos ensina, pois é possível ser social e altamente espiritual At 6.5. Hoje o Obreiro deve aprender que “estar ligado” nem sempre é estar em espírito, às vezes é “estar prestando atenção!”

Definições
Damos aqui algumas definições para facilitar o estudo:


Obreiro
Em um sentido genérico, seria todo aquele que trabalha na Obra do senhor, mas o termo é usado especificamente no meio evangélico para designar os que foram consagrados para exercerem cargos ministeriais de qualquer natureza, seja pastor, presbítero, diácono ou auxiliar de trabalho, seja homem ou mulher, todos são obreiros do Senhor, é muito comum na Assembléia de Deus o uso do termo para designar apenas o auxiliar de trabalho ou cooperador.


Pastor
É o anjo da Igreja, ou líder espiritual do rebanho, o que tem a função principal de apascentar as ovelhas e recebe orientação do Senhor no desempenho dessa missão Ap 2.1. Em o Novo Testamento equivale a bispo e presbítero At 20.17,18, mas atualmente nas Assembléias de Deus se diferencia do presbítero nas funções ministeriais, e vem depois do bispo na hierarquia funcional das denominações que possuem o sacerdócio episcopal. Tem a função também de administrador da Igreja de Cristo 1 Pe 5.1-3. Devido à necessidade da obra de Deus e ao chamado, o pastor também recebe designações especiais como Evangelista e Missionário.


Evangelista
Equivalente ao cargo de pastor e muitos vezes é chamado de pastor evangelista, tem a função de coordenar os trabalhos de evangelismo na área de influencia da igreja local, pode também ser enviado para abrir ou dirigir algum trabalho de oração ou até mesmo alguma congregação.


Missionário
É o obreiro comissionado para uma obra de missão, dentro ou fora do país, para evangelização e/ou abertura de congregações, é também atribuído às irmãs consagradas para essa obra.


Presbítero
O nome vem do grego que significa “o mais idoso” era o ancião responsável pela observância da justiça nas cidades gregas, em o Novo Testamento, equivale ao pastor e ao bispo At 20.17,18, e por essa equivalência em muitas denominações atualmente o presbítero se constitui em um auxiliar e substituto direto do pastor e exerce funções administrativas e de ministro, responsável pelo ensino da Palavra, aconselhamento, direção dos trabalhos da igreja e unção com o óleo, entre outras. No tempo apostólico o presbítero era o dirigente das congregações Tt 1.5-7, atualmente vem depois do pastor na hierarquia funcional, há quem critique as denominações evangélicas de tirarem o sentido real e a importância da palavra ao criarem o cargo de pastor.




Diácono
O nome vem do grego e significa “servidor”, leia At 6.1-7. Entende-se nesta passagem que o objetivo da instituição dos diáconos era basicamente para servir as mesas, mas devido à ascensão social da Igreja as funções do diácono tiveram seu caráter modificado, embora mantenha a mesma essência, agora o diácono é o principal responsável pelos meios que fazem o culto funcionar, como água, som, limpeza da igreja, organização, e anotações diversas entre outras. Diante do aqui exposto o diácono é o cargo ministerial que melhor expressa a intenção do Senhor em Jo 13.12-15. O ideal é que todo obreiro antes de alcançar qualquer função de maior responsabilidade ou relevância na Obra de Deus, tenha passado pela escola do diaconato, assim como Moisés passou quarenta anos no deserto aprendendo a servir em humildade para só depois então, ser enviado pelo Senhor para libertar e conduzir o povo de Deus pelo deserto até a terra prometida Ex 3.2,10.


Diaconisa
É o equivalente ao diácono e diz respeito às irmãs consagradas com as mesmas funções dos diáconos, algumas denominações não adotam este cargo por não encontrarem referência Bíblica dele, porém existem tarefas que são peculiares às irmãs, como cozinhar, tomar conta de berçário entre outras. Várias mulheres na Palavra de Deus, foram cooperadoras do Senhor Jesus no seu ministério terreno Mt 27.55,56.


Auxiliar de Trabalho (Cooperador)
O Auxiliar de Trabalho é uma função que precede ao Diácono, o termo é relativamente novo e não se encontra na Bíblia, por conta disso, algumas denominações mais rígidas quanto à doutrina, não o reconhecem como cargo ministerial. Embora não haja referência bíblica sobre o cargo, ele pode ser inferido no contexto de 1 Tm 3.10. Baseado neste conceito, o cargo de auxiliar de trabalho foi criado com o objetivo de experimentar o obreiro para o diaconato, é como se o obreiro ficasse em um período de observação, para ao ser aprovado como obreiro, fosse então consagrado a Diácono. Ocorre freqüentemente no meio “assembleano”, que alguns auxiliares de trabalho se destaquem tanto, que a própria igreja local o considerem como diácono antes mesmo da sua consagração.

Obs.:

Convém observarmos antes de iniciarmos o estudo propriamente dito, que o corpo de obreiros, está sob a liderança do pastor e tem como atribuição principal a de liderar e organizar a comunidade dos remidos, sendo como auxiliares do pastor no desempenho de sua missão, que é a de conduzir o povo de Deus ao céu, para essa atribuição seja desempenhada com êxito, é necessário que no ministério haja organização, e por isso os obreiros obedecem a uma hierarquia funcional eclesiástica, onde viria na seguinte ordem: pastor presidente, pastor auxiliar, evangelista ou missionário, presbítero, diácono e auxiliar de trabalho. Convém lembrar que a hierarquia aqui exposta é apenas funcional e não pessoal, é apenas para fins de organização e trabalho, a hierarquia no reino de Deus obedece ao critério da humildade Lc 22.24-27.


CONDUTA DO OBREIRO NAS ATIVIDADES DA IGREJA
É durante o culto e eventos, da igreja, que o obreiro mais tem contato com os membros de uma forma geral, é nesse momento que ele é observado e julgado por suas atitudes pela igreja, podemos minimizar ao máximo os danos causados pelo julgamento precipitado, observando, além daquilo que a Bíblia coloca como requisitos para o ministério e das tarefas específicas do obreiro, alguns procedimentos diante da igreja, que passaremos a apresentar a seguir.

Tudo o que a Bíblia ensina como comportamento e ordenanças para o povo de Deus, deve ser primeiramente evidenciados nos obreiros para que estes sirvam como exemplo para todos os membros, assim o obreiro será também um agente motivador.

Obs: Todas as recomendações apresentadas aqui, devem ser seguidas por todos os obreiros, seja homem ou mulher, basta que esteja a serviço do Senhor.


Aspectos Pessoais
a) Apresentação individual
Qualquer empresa ou instituição zela pela boa apresentação de seus funcionários, pois isso por si só já se constitui em um cartão de visita, é correto afirmarmos que a roupa não salva, mas também devemos observar na casa de Deus o que a Bíblia chama de “ordem e decência,” até mesmo pela ênfase que Palavra de Deus dá ao assunto At 6.3. Detalhes como roupa limpa e passada, barba bem feita, cabelo cortado, sapato engraxado e unhas cortadas, podem fazer muita diferença diante de Deus e dos homens. Diante de Deus, pela importância que demonstramos a tudo aquilo que se relaciona com nosso Deus e diante dos homens pela ação motivadora e glorificação ao nome de Deus 2 Cr 9.3,4.
b) Gentileza
Há razões simples para sermos gentis no trato com todos, uma delas seria a própria fé que pregamos, pois seria no mínimo incoerente falarmos que o fruto do espírito é amor, benignidade, bondade, paz, etc, Gl 5.22, e assumirmos uma atitude hostil ou ranzinza para com os irmãos. Existe principalmente a questão do exemplo, é fácil notar quando existe o clima fraternal entre os irmãos, pelo sorriso espontâneo, pelo abraço, entre outros gestos, e isso também pode ser percebido pelos de fora, a exemplo disso existem muitos irmãos que ao procurarem uma igreja para congregarem, acabam preferindo aquela onde além de serem, melhor recebidos, também observaram as atitudes uns para com os outros. As pessoas estão procurando os lugares onde se prega e se vive a Palavra de Deus, esperamos convencê-las que isso ocorre em nossas igrejas, porém sabemos que o exemplo fala mais que as palavras 1 Jo 3.18, além do mais para aquele que é gentil o Senhor está pronto para abrir as portas 1 Sm 16.18.
c) Educação
O obreiro deve observar regras simples de boa educação como aguardar sua vez de falar, pedir licença ao sair e ao entrar, cumprimentar a todos quanto for possível, evitar gritarias, respeitar a hierarquia funcional usando os pronomes de tratamento corretos (Sr ou você), nisso estaremos todos em uma só ligação, além dessas regras existem outras, é só ter um pouco de bom senso e seguir a Palavra de Deus, Mt 7.12.
d) Ética
Ética são códigos de conduta para o bom relacionamento entre as pessoas dentro dos grupos, variam de grupo para grupo, existem ética empresarial, ética política, etc e também existe a ética cristã. São códigos que se forem quebrados podem danificar os relacionamentos, prejudicar a imagem da instituição e até trazer escândalos ao Corpo de Cristo, convém estar atento a alguns procedimentos:
- Celulares, os obreiros devem colocar seus aparelhos para o modo silencioso ou desligarem durante o culto;
- Evitar conversas a parte com irmãs casadas ou entre obreiros casados e irmãs solteiras, a não ser quando for necessário e por breve período de tempo;
- Evitar beijos no rosto e abraços com as irmãs, que se conhece há pouco tempo ou novas convertidas;
- Evitar ficar do lado de fora da igreja durante o culto;
- Evitar andar sem necessidade no meio da igreja durante o culto;
- Ser breve nas oportunidades, evitando principalmente histórias particulares e infindáveis;
- Nas oportunidades, nunca se referir ao problema particular de um irmão por mais que seja do conhecimento de todos;
- Não chamar a atenção dos obreiros diante da igreja, deve-se falar em particular, na presença de outro obreiro ou nas reuniões;
- Evitar o uso de apelidos;
- Respeitar a dor dos outros;
- Ao orar em grupo, deve ser feito com ordem e em comum acordo com os irmãos, para evitar os falatórios sem objetivo;
- Evitar quaisquer atividades que tirem a ligação do culto, como trocar uma lâmpada, arrastar uma mesa, afinar uma guitarra ou bateria, salvo o que for necessário, todo preparo do culto deve ser feito antes;
Além dessas normas, poderíamos citar muitas outras, mas por hora essas parecem ser as mais comuns. O obreiro deve aprender que a ética a ser praticada entre os irmãos do Ministério e destes para com os membros da igreja, é aquela que leva em consideração a pessoa do próximo, seu nível social, seus costumes, seu patamar espiritual, etc. Diante disso entendemos que alem da Ética Cristã, que é comum a todos os crentes, existem também a ética social e a cultural que variam de indivíduo para indivíduo ou entre grupos, nem sempre o que é certo pra mim, será para o meu irmão, um exemplo clássico disso é aquele irmão que tem o costume de cumprimentar as irmãs com beijos no rosto ou às vezes com abraços, esse costume geralmente vem do convívio familiar e não representa nada para aqueles que o praticam, sendo apenas uma mera saudação, mas sabemos que nem todos vêem com bons olhos esse hábito, sendo então recomendável que não se use dessa prática no convívio entre os irmãos em Cristo quando se tratar de novos convertidos ou irmãs, cujos maridos não são convertidos ainda. A manutenção da ética independe do que eu penso ou considero, e sim, leva em conta a Palavra de Deus e o meu próximo.
e) Postura
O obreiro representa a própria igreja e por isso deve sempre manter uma postura condizente com o cargo, função ou atividade que estiver desempenhando, precisa o obreiro estar atento a detalhes como a forma de estar sentado no Ministério ou em pé na portaria. O obreiro deve evitar ficar encostado ou sentado de qualquer maneira, deve manter uma postura ereta, decisiva, séria na sua função mas sem perder a “gentil presença”, também deve evitar conversas desnecessárias, tudo que o obreiro fizer durante o culto deve ser em prol da realização deste, salvo em algumas ocasiões quando algum assunto externo urgente requer a sua atenção.
f) Atenção
No transcorrer do culto o obreiro deve estar atento nas atividades do mesmo, há situações que requerem atitudes imediatas, como falta d’água para o ministério, som do microfone falhando, crianças fazendo bagunça na porta do banheiro, fio do microfone embolado, bêbado falando alto desvirtuando a atenção dos membros entre outras, milhares de situações possíveis, por isso é necessário que o obreiro tenha atenção constante.
Em contra partida é necessário que o obreiro mantenha também uma ligação espiritual, como é praticamente impossível que haja atenção aos detalhes do culto e ao mesmo tempo ligação espiritual, recomenda-se que a liderança da igreja mantenha uma escala de obreiros responsáveis pela execução do culto, onde seriam escalados dois ou mais obreiros por culto, dependendo do tamanho do templo e disponibilidade de obreiros, para trabalharem no apoio direto à liturgia enquanto os outros ficariam livres para manterem a disciplina espiritual, se ligando na oração, nos louvores, na palavra e no agir do Espírito Santo. Essa escala não livra em absoluto os outros obreiros de atuarem, podendo ser acionados a qualquer momento para ajudarem em alguma tarefa.
Os obreiros devem, a todo custo, evitar o desligamento (desatenção), principalmente estando assentado ao Ministério, ou o obreiro vai estar no apoio direto ao culto, ou vai estar em ligação espiritual, é estranho ver um obreiro no Ministério ou na portaria com o olhar distante, distraído, disperso, talvez preocupado com alguma coisa ou pensando em algo que para ele no momento é mais importante ou interessante do que o culto. O ideal no culto é que todos estejam unidos em um só propósito, que é o de adorar ao Senhor e os obreiros devem ser os primeiros a colaborar neste sentido, se isso não for observado pelos obreiros, corre-se o risco de oferecermos um culto frio e arrastado ao nosso Deus.
) Iniciativa
A iniciativa é uma qualidade que faz com que o indivíduo tome atitudes preventivas ou corretivas, sem que para isso seja preciso alguma ordem. Essa uma das qualidades que mais se espera de um obreiro, isso é que ele desenvolva a iniciativa, a Obra de Deus sofre por causa de obreiros que não tem iniciativa. Todo obreiro, ao verificar algo que precise ser feito ele deve imediatamente fazer, e trabalho é o que não falta. Veja como deve se considerar aquele que espera uma ordem de alguém para executar alguma tarefa:

“Porventura agradecerá ao servo, porque este fez o que lhe foi mandado? Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer” Lc 17.9,10

A aplicabilidade dessa palavra é impressionante para os nossos dias, pois alguns obreiros por não conhecerem esta temática vão se tornando inúteis para o serviço da Casa do Senhor. Tarefas simples são simples de se executar, tais como, bancos desarrumados, banheiro sujo, secretaria desorganizada e etc, para isso é necessário que os obreiros estejam atentos a esses detalhes que podem passar desapercebidos. O interessante dessa Palavra é que esse ensinamento é cobrado no meio secular, fica evidente essa verdade: Aquele de souber desenvolver a iniciativa, terá grande sucesso em sua vida em todas as áreas.


h) Envolvimento


O obreiro deve procurar se envolver nas atividades da igreja, como em um jogo de futebol quando algum jogador está com a bola, os outros correm para se desmarcar e ficar em condições de receber o passe, também nas atividades da igreja, o obreiro deve estar sempre em condições receber a bola, sempre se apresentar para os trabalhos. O obreiro deve ser aquele membro com quem o pastor pode contar para auxiliar nos projetos e realizações


h) Proatividade


Esse é um termo relativamente novo mundo, diz respeito às atitudes preventivas em um determinado projeto ou tarefa, é o ato de se prever possíveis necessidades ou falhas no futuro. Diríamos que proatividade é a soma de iniciativa e envolvimento nos diversos projetos e realizações da igreja. Ex: ao ser marcado um culto ao ar livre, o obreiro deve, antes de tudo, pensar em coisas como som, folhetos, ponto de luz para a instalação do som e etc, ainda que não seja da sua alçada. O obreiro não deve se comportar como se não fosse responsabilidade dele, a realização de algum trabalho na igreja.


i) Equilíbrio:


O obreiro deve a todo custo ter um comportamento equilibrado, ele deve saber identificar o momento de descontração e o momento de assumir a postura séria para as atividades, e ao descontrair deve evitar brincadeiras extravagantes, piadas a fora de tempo, ou com temas duvidosos (infames, com mentiras Pv 26.18,19 , com o Espírito Santo ou com algum personagem bíblico) O obreiro deve se lembrar que: “Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que refreia os lábios é prudente” Pv 10.19


j) Prontidão


O obreiro pode, na sua essência, ser comparado ao soldado e am qualquer atividade da igreja ele é como o soldado em combate, por isso ele precisa estar sempre em prontidão para atuar em qualquer frente, seja para trazer a igreja uma saudação da Palavra de Deus, tirar dois ou três hinos da Harpa, fazer abertura do culto, iniciar a EBD, etc, nenhuma atividade deve deixar de ser realizada por falta de obreiros, é necessário o obreiro estar preparado.


l) Pontualidade


O quesito que rapidamente aparece no obreiro é a sua pontualidade, na etiqueta secular, tolera-se um atraso de no máximo dez minutos, mas nas atividades da igreja os obreiros devem sempre chegar antes que os membros, ainda que isso não tenha sido anunciado. Alguns ministérios elaboram a escala com dois ou mais obreiros escalados para cada evento, para chegarem mais cedo, abrirem a porta, prepararem o som e etc, porém o restante que não estão escalados devem no entanto chegar no horário marcado ou para a oração, ou para o início do culto. A pontualidade é um ponto fraco no movimento pentecostal, a maioria das igrejas pentecostais, sofrem com atraso, geralmente ao iniciarem os cultos, o total presente na igreja é sempre abaixo dos 50 % do total dos membros, uma forma de combater isso é o ministério trabalhar a questão da pontualidade, iniciando os cultos no horário previsto e terminando também na hora determinada e os obreiros dando o exemplo de pontualidade para o restante do Povo de Deus.


m) Amor


O obreiro não deve esquecer nunca do amor, tanto para com Deus, como para com os irmãos e entre os próprios obreiros, é lamentável quando um obreiro busca o rápido crescimento ministerial e por conta disso toma atitudes que não estão nos padrões da Palavra de Deus, a própria Palavra do Senhor nos assegura que toda uma vida na obra pode ser perdida se não tiver amor 1 Co 13.1-3, é necessário que o obreiro se examine e procure dentro de si mesmo, os reais motivos que o levam a fazer a obra do Senhor. Encontramos muitos obreiros, com longos anos de trabalho na obra e que são homens e mulheres usados pelo Senhor, mas que de repente se desviam, muitas vezes o que motiva essa atitude é o fato de eles estarem muito tempo na obra do Senhor, por outras razões e não o amor às almas e a obra de Deus, ou então no decorrer da caminhada eles se esfriaram no amor Mt 24.12.


Aspectos Funcionais


Dirigente do culto



Essa função normalmente é desempenhada pelo pastor da igreja ou por algum presbítero, mas isso não quer dizer que nenhum diácono possa receber essa incumbência, contudo aquele que estiver na responsabilidade de dirigir o culto, seja por escala prévia ou por determinação pastoral imediata, deve observar os seguintes requisitos:


estar preparado para essa importante tarefa, mesmo que tenha sido pego de surpresa, não deve o obreiro estar despreparado;


observar a liturgia do culto, que normalmente segue esta seqüência simples: oração pelo início, louvor da Harpa Cristã ou outro hinário, palavra devocional ou introdutória, apresentação dos visitantes, distribuição de oportunidades, recolhimento dos dízimos e ofertas, mensagem da Palavra de Deus, anúncios e benção apostólica. Com certeza esta seqüência litúrgica, não será a mesma em todas as denominações, damos aqui somente uma base para a compreensão;


para a Palavra devoçonal, que é a palavra introdutória, o dirigente deve pedir que um irmão ou irmã ore por aquele que irá ler a Palavra e passar a oportunidade para este. É interessante, que o irmão ou irmão que fizer menção da Palavra introdutória seja o de maior ascendência funcional, um pastor, missionário(a), evangelista ou presbítero e não deve ser o mesmo que ministrará a Palavra na hora da pregação.



d) haverá um ou dois obreiros que conduzirão o culto: o responsável, que é o obreiro de maior ascendência funcional e o dirigente do culto, que é o obreiro escalado para esse fim, geralmente um obreiro faz as vezes de responsável e dirigente do culto.


o dirigente pode a qualquer momento, convocar a igreja para fazer uma oração específica, mas é imprescindível que se faça oração pelo início, pela palavra devocional, recolhimento de dízimos e ofertas, pelo pregador e pelo término;


ao adentrar ao templo algum obreiro com ascendência funcional ao dirigente e que seja do mesmo campo ministerial, este deve passar a direção do trabalho para aquele;


após a mensagem da palavra do Senhor o dirigente do culto deve entregar a direção do trabalho para o responsável ou para aquele de maior ascendência funcional;


nas situações em que a direção do trabalho for entregue a qualquer pastor do campo ou quando for feita apresentação de algum pastor visitante o dirigente deve pedir que a congregação fique de pé para tais procedimentos;


o dirigente deve evitar que o culto esfrie, ou seja, o ambiente do culto deve estar sempre numa atmosfera de adoração, para isso é interessante que o dirigente anuncie com antecedência qual irmão ou grupo receberá a próxima oportunidade, e pedir que um obreiro, peça o respectivo CD para a ministração do louvor, isso para evitar aqueles momentos vagos enquanto play-back está sendo preparado; e


a apresentação dos visitantes deve ser feita pelo porteiro ou por algum obreiro encarregado destas anotações, se houver apresentação de obreiros, esta deverá ser feita por algum presbítero ou pastor;


Obs: Apontamos aqui alguns procedimentos genéricos para a boa direção de culto, algumas denominações tem em seus regimentos litúrgicos internos, outros procedimentos e outras têm seus próprios costumes.









Palavra Devoçional


A liturgia do culto, nas Assembléias de Deus e em algumas outras denominações, prevê a Palavra de abertura, também chamada de Palavra Introdutória ou Palavra Devocional, todo obreiro neste caso deve estar pronto para fazer menção da Palavra de abertura, neste caso o obreiro deve observar alguns detalhes fundamentais como:


a) O texto a ser escolhido deve ter um contexto, não se deve escolher versículos isolados. Dê preferência aos textos que narrem fatos completos. Ex: uma parábola, um salmo ou um acontecimento;



Não se deve escolher textos muito longos;


Não se deve explicar a Palavra Devocional, apenas o obreiro deve ler e convidar os irmãos para orar.


É interessante seguir o contexto do culto, por exemplo, em um culto de missões pode ser lido sobre as viagens missionárias de Paulo, em um culto de ações de Graça pode-se ler sobre o cântico de agradecimento de Ana;


O obreiro dar preferência aos textos que sejam de fácil compreensão para os irmãos, evite passagens muito complexas.


Portaria


De não menos importância para o igreja é a portaria, pois equivale ao cartão de visitas da casa, o obreiro que estivar no cargo portaria deve procurar seguir tudo que foi ensinado sobre apresentação individual e além disso alguns detalhes a seguir:



Deve o obreiro ser simpático, estar sempre com um sorriso para receber os convidados e visitantes;


Se não houver outro obreiro para conduzir os visitantes aos lugares vagos, para evitar que estes fiquem em pé sem saber onde sentar;


O obreiro na portaria deve manter sempre pronto uma prancheta e caneta para as anotações de dados dos visitantes, como igreja, pastor, nome de grupo, etc;


O obreiro da portaria deverá fazer as apresentações dos irmãos visitantes;


Quando houver ministros visitando a igreja o obreiro da portaria deve pedir a credencial, conferir a validade e passar para o ministério ou para o dirigente fazer a devida apresentação;


O obreiro da portaria deve estar também atento às crianças que eventualmente tentam sair da igreja sem que suas mães percebam;


O obreiro na portaria deve comportar-se como uma sentinela, nunca deverá estar de olhos fechados ou distraído com alguma coisa;


Durante a leitura da Palavra Introdutória, o obreiro que estiver na portaria deve solicitar aos irmão que não circulem pela porta, mas que aguardem o término da leitura.

BIBLIOGRAFIA


DICIONARIO TEOLÓGICO CPAD pág 234 em breve o final

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